quarta-feira, novembro 30

Fuerzabruta!


Hoje foi dia de espéctaculo. Hoje foi dia de Fuerzabruta!
A primeira coisa que posso dizer é que é diferente do que tudo o que já tinha visto. (uma vez que a minha carteira em termos de espéctaculos não é muito grande, pronto, vale o que vale :p)

Fuerzabruta é realmente um espéctaculo, onde as barreiras da interpretação e do movimento são quebradas sem pudores.

A Fuerza é a das imagens, da cor e do movimento e ainda do som. Sempre a acompanhar a acção e a fazer parte dela.
Brutal é talvez toda a estrutura por detrás de um espectaculo daqueles. É realmente a máquina ao serviço do homem e , neste caso, da arte.
Resumindo, gostei bastante da experiência (é mais que tudo uma experiência que procura mexer directamente com o público que faz também ele parte do cenário)!


Vale a pena ir ver ;)

www.fuerzabruta.net

sábado, novembro 26

Nepenthes Alata



Estava a passar no Aki quando reparei na secção de plantas.
Esta veio comigo para casa :)
É bonita não é?
Para quem não sabe é uma planta carnívora, o nome é o que está no cartão.
É originária das zonas de Madagáscar ou Nova Caledónia. É por isso uma planta de clima tropical húmido, e que se encontra em regiões montanhosas de alta altitude (800-1000m)
Pode chegar a atingir os 4 metros de comprimento!
Espero conseguir mante-la até que pelo menos fique como na última imagem! ;)



quarta-feira, novembro 23

Nezembro

Já é um cliché e até já irrita ouvir dizer, mas realmente o tempo passa.
Já estamos em Novembro, a caminho de Dezembro.
Faz frio, chove de vez em quando, já tenho lençóis de flanela.

Estou com sono e não quero acordar amanhã ás 8:45. Também não me quero ir deitar.
Espero ao menos ter bons sonhos...


terça-feira, novembro 1

1 de Novembro





Ontem foi dia de concerto.
"Antony and the Johnsons" no Coliseu dos Recreios.
A seguir, uma festa de halloween na FCSH. O contraste entre amba as experiências não podia ser maior. Bom. Mau


Passou mais um Halloween e mais uma vez quase nem dei por isso. Nunca foi uma festa a que tenha dado importância e raramente me lembro dela.
Ultimamente tem sido assim com quase todas. Esta simplesmente não tem sido, sempre foi.
E foi mais uma.

O Feriado soube a muito... muita falta de imaginação, de criatividade, de vontade, de vida...
Apetecia-me perder-me em terras de ninguém.
Ter a noite e o silêncio por companhia. E a ti. Sempre.

Para hoje 2 sugestões:

Música: The Love Song - k-os (um bom ritmo, uma boa batida, uma música simples mas que é agradável de ouvir)

Site: www.couchsurfing.com (uma ideia inovadora. E se pudessemos viajar de sofá em sofá pelo mundo fora? Curiosos? basta um click! eu fiquei adepta ;) )


sábado, outubro 22

Escreve no blog

Pedem-me que escreva no blog...
Em resposta à minha afirmação de ausência de tema, dizem-me que escreva qualquer coisa... mas que escreva.
E então eu escrevo.
Sobre o que vou escrever não sei. Talvez surja algo a tempo de salvar este tópico do grupo dos destinados a satisfazer actualizações vazias.
Enfim...

A ideia de ter um blog não foi minha mas achei uma boa ideia. Na altura estava muito em alta e pareceu-me que podia ser interessante ter um sitio onde pudesse partilhar algumas coisas, contar histórias, fazer rir, pensar, ter reacções ao que escrevia.
No entanto nunca consegui encontrar a postura certa para o blog.
Há coisas que ás vezes me apetece escrever mas que não têm lugar aqui... outras simplesmente nunca aparecem e, se pudesse ter um blog de coisas por dizer, teria muito com que o "encher".

Este não foi salvo, talvez o próximo seja.

sábado, outubro 15



Quero ter uma lesma de estimação!


domingo, outubro 9

ping ping ping



Está na altura de me dedicar mais às fatias! Disse eu, enquanto o padeiro cortava eróticamente o cacete em fatias. O sangue que dele escorria, pingava frenéticamente no azulejo vidrado do chão estéril da cozinha do restaurante. Enquanto isso, lá fora, o néon reluzia e piscava como quem espera a morte a qualquer momento. Lá dentro, no ventre daquela casa de farinha, o calor era extremo, quase queimava os pulmões de cada vez que se inspirava. A massa branca e mole transformava-se mágicamente no pão nosso de cada dia. O padeiro, cansado da sua vida infeliz, farto de passar a vida a cortar pão, apunhalou-se. O som abafado da lâmina afiada a rasgar as camadas de pele do seu peito foi audível no outro lado da rua. O sangue jorrou como uma fonte pública, jorrou sem que ninguém se importasse, como se todos os dias jorrasse sem apelo nem agravo. Já não conseguia respirar... A perspectiva de morrer afogado no seu próprio sangue dava-lhe uma certa satisfação. A satisfação de morrer por si e apenas consigo, sozinho... Sem que ninguém olhasse, sem que ninguém se importasse, como uma mosca que cai na sopa e morre afogada imperceptívelmente. Adeus mosca. Adeus padeiro. Da tua mão nunca mais sairá pão.

segunda-feira, setembro 5

Força nisso!







Estamos contigo miúda! ;)

domingo, maio 1

1 de Maio

Tento encontrar um tema para este tópico e não me ocorre nada. Queria um tema especifico, directo, algo que começasse, se desenvolvesse e acabasse. Não consigo.
E no entanto, por debaixo da camada de preguiça parasita que me cobre sinto ainda alguma vontade de escrever. De martelar as teclas ininterruptamente, decididamente, ideias, pensamentos, frases, seguem-se umas ás outras num discurso que de paragrafo a paragrafo tem que ser relido para que não se perca de significado.
Tenho coisas que tenho que escrever mas não tenho coragens de as começar... antes não era tanto assim. Trocámos as cartas pelos sms, as cartas pelos e-mails, mas continuámos sempre a escrever. Trocámos a fala pelo messenger e continuámos a escrever!
Mas eu sinto que deixei de escrever como escrevia. A escrita do dia-a-dia é uma escrita falada, uma escrita a lápis, em cima do joelho.
Tenho saudades de quando escrevia só porque sim... porque achava engraçado, porque achava que tinha alguma histótia interessante para contar.

Hoje é dia da Mãe e dia do Trabalhador. A minha recebeu flores... o habitual.
Este é um daquels dias que me faz pensar no já tão badalado consumismo social.
Porquê?
Acho piada que os putos na ecsola possam passar uma semana entusiasmados com a ideia de fazerem uma prenda para a mamã. Acho engraçado que se entretenham nessa tarefa, com as pequenas mãozinhas a pintar, a colar, a partir as valiosas prendas que vão depois embrulhar ("Cuidado! ohh não!! Não chores, toma outro para a tua mamã")
Acho engraçado que as mãe os vão buscar á escola e que finjam não ver o embrulho que o filho leva desajeitadamente nas mãos atrás das costas e que quase cai quando tenta entrar no carro só com as pernas.
Fora isso, acho forçado.
Um beijo, uma flor colhida de socapa no jardim, um bilhete, um almoço, o que quer que seja, porque se quis, porque houve essa lembrança, porque sim.
Não porque é dia 1 de Maio, dia da Mãe!

Dia do Trabalhador.
Da infancia veêm-me as memórias das manifs das unidades sindicais. Fui a algumas em pequena e na altura achava engraçado. ("CGTP unidade Siondical") O melhor mesmo era o gelado que se comia no café depois disso e o voltar a casa no fim de um dia que não se entendia mas que era, para o bem ou para o mal, ligeiramente diferente.

1 de Maio. Domingo. Estive em casa. Tentei trabalhar. Apeteceu-me estar noutro local, a fazer outras coisas, a fazer um pouco de tudo e de nada. Passou, amanha é Segunda, 2 de Maio.

Ainda me apetece escrever...


Quem dá o que tem...

A minha casa tem várias portas, cada uma delas tem uma maçaneta. Essas maçanetas viram para os dois lados, esquerdo e direito, mas nunca para cima e para baixo. Para além das maçanetas, têm um buraco de fechadura onde, raramente, entram chaves. Existem diversos tipos de chaves. Para cada tipo, existe um modelo de fechadura. Curioso não? Curioso é o gato da vizinha que anda sempre em cima do canteiro a escarafunchar na terra e a tirar as flores do sítio. Se ele não tem cuidado, qualquer dia fode-se. Pior é quando decide fazer uma sesta em cima dos carros. Mais uma vez, se ele não tem cuidado, fode-se. É por isso que os donos costumam capar os gatos. É pra eles não andarem sempre a tentar foder-se. Os gatos que vivem mais não têm bolas. As bolas usam-se para jogar diversos desportos. Futebol, ténis, basebol, basquete, ping-pong, andebol, etc. Atenção. Não é com as bolas dos gatos que se jogam estes desportos. A minha televisão tem um botão. Esse botão serve para ligar e desligar a mesma. Podes ligar a televisão quando ela está desligada e podes desligar a televisão quando ela está ligada. Nunca podes ligar a televisão quando ela já está ligada, nem desligá-la quando já está desligada. É um botão que exerce duas funções. Ligar e desligar a televisão. O meu computador também tem um botão para ligar e desligar. Mas isso fica para outro dia. Gosto de ler livros do Tio Patinhas. Ele é rico, e avarento mas sempre divertido. Já o Patacôncio é um cabrão de primeira. O Donald é estúpido como uma porta. Como uma porta das que eu tenho cá em casa. Com uma maçaneta que vira para os dois lados, esquerdo e direito, mas nunca para cima e para baixo. Claro que também tem uma fechadura. Mas isso já são pormenores a mais. A sopa está pronta, mas ainda não tenho fome. O mundo é redondo, como a bola de um gato. O mundo não é a bola de um gato. Bola. Mundo. Gato. Voltando ao Tio Patinhas. Gostava de mergulhar nas moedas como ele faz. Deve ser fresquinho. Os ouvidos servem para ouvir. Temos dois ouvidos. O esquerdo e o direito. O yin e o yang. A nascente que se transforma num rio. O rio que desagua no mar. O mar que faz parte do oceano. Os oceanos cobrem a maior parte da superfície do mundo. O mundo não é a bola de um gato. A bola de um gato não tem oceanos. Á noite não há luz. O Gastão sempre foi um sortudo. É preciso sorte pra ter sorte. É um círculo vicioso. Se tivermos sorte, somos sortudos. Se tivermos azar, somos azarados. Se não tivermos nenhum dos dois, estamos mortos. Quando morrermos vamos deixar de nos mexer. Os dedos das mãos vai ficar imóveis. Quem diz das mãos, diz dos pés. Os ratos são deveras nojentos. As ratazanas ainda são mais. Têm o rabo comprido demais. E têm sempre um ar muito sujo. Ao escrever faço barulho com as teclas. Não oiço porque estou a ouvir música. Com os meus ouvidos está claro. Existem vários tipos de música. De que tipo de música é que o Tio Patinhas gostará? Já me lembro. Ele gosta do tilintar das moedas. A infância é quando somos crianças. Quando era criança era mais pequeno. Não anormalmente pequeno. Era normalmente pequeno. Como a maioria das crianças. Há palavras que são mesmo grandes. As palavras são formadas por letras. Com palavras formam-se frases. As letras são feitas de riscos com várias direcções. Com muitas frases temos um texto. Já li alguns textos. Não gostei de todos. Mas gostei de muitos. Muitos não são todos. Mas todos podem ser muitos. Ás vezes mordo a língua sem querer. Dói. Fica um gosto de sangue na boca. Sangue. Vermelho e denso. O meu computador tem um rato que não é nojento. O sangue pode ser nojento. Se for de outra pessoa é nojento. Faz impressão. Uma impressão má claro está. Está claro. Antigamente, todos os telemóveis tinham uma luz que piscava. Pisca pisca. É um pouco parecido com ping pong. Ping pong. Pisca pisca. Um é com uma bola, outro é com uma luz. Não é a mesma coisa. Todas as casas têm um telhado. Selva. Bemvindo á selva. As palmeiras dão cocos. As bananeiras dão bananas. Não sei tocar bateria. Não deve ser muito difícil. É só bater. Bater aqui. bater ali, bater acolá. Já o piano não. O piano toca-se. Toca-se aqui, toca-se ali, toca-se acolá. A chuva molha. A chuva é água, logo, molha. A chuva vem das nuvens sobrecarregadas de condensação. Agora não está a chover. Acho eu. A janela está fechada. Para abrir a minha janela, tenho de deslizá-la para a esquerda, ou direita. Depende do lado que eu quero abrir. Mesmo abrindo a janela, não ia conseguir ver se está a chover ou não. Tenho o estore fechado. Para abrir o estore é preciso puxar aquela fita que está do lado direito. Para abrir, puxa-se para baixo. Para fechar, deixa-se correr a fita para cima. O esferovite é um material engraçado. Para além de ser branco, é composto por inúmeras bolas. Bolas pequenas e brancas. O esferovite não é composto por bolas de gato. Se apanharmos chuva, ficamos encharcados. Nada melhor para nos secarmos do que uma lareira. Sigam-me. Uma pedra nos rins é inconveniente. Já não uso mochila à muito tempo. Já não tenho muitas coisas para carregar no seu interior. A relva é verde. O musgo também. São rápidas, velozes e baixas. Mas não anormalmente baixas. Normalmente. Uma tempestade num copo de água. Não é possível. O Dumbo sempre teve orelhas grandes. E tromba também. Há muitas plantas verdes. É carnaval e eu vou no primeiro carro do corso. As máscaras mascaram. Com uma máscara, somos mascarados. Passamos a vida mascarados. O Zorro usava uma máscara. Mas só lhe tapava os olhos. Rabo. Chega. Não. Só mais um bocadinho. Um bocadinho é menos que um bocado. Um bocado são vários bocadinhos.
A mais não é obrigado.

Non-sense. Sem sentido.